Dados da CCEE mostram que a fonte fotovoltaica produziu 3.376 MWmed no período, ante 2.922 MWmed no mesmo intervalo de 2024
A geração de energia solar fotovoltaica no Sistema Interligado Nacional (SIN) cresceu 15,5% em junho, para 3.376 megawatts médios (MWmed), ante 2.922 MWmed no mesmo período de 2024, mostra o boletim da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE). No levantamento, são consideradas apenas as usinas de geração centralizada.
As eólicas e térmicas também apresentaram incremento no mês, com avanços de 9,5% e 10,4%, respectivamente. Na mesma base de comparação, as hidrelétricas registraram queda de 5% na geração de energia elétrica. No total, a produção de energia no SIN registrou 71.097 MW médios, redução de 0,7% em relação ao igual período anterior.
De acordo com a CCEE, o consumo de energia elétrica no SIN apresentou queda de 0,6% em junho, registrando 66.922 MW médios. O Ambiente de Contratação Livre (ACL), apresentou retração de 0,2%, e o Ambiente de Contratação Regulada (ACR) redução de 1,0%. Houve exportação de 839,58 MW médios no mês, que se considerado leva o SIN a uma queda de 0,2%.
Na análise regional, os estados do Maranhão (9,7%), Rio Grande do Sul (7,7%) e Santa Catarina (4,6%) apresentaram as maiores altas, enquanto na outra ponta Mato Grosso do Sul (-12,3%) Rondônia (-9,5%) e Amapá (-8,2%) registraram as maiores quedas.
Entre os ramos de atividade, extração de minerais metálicos (6,1%) e minerais não-metálicos (2,2%) apresentaram as maiores altas, enquanto telecomunicações (-6,7%) e bebidas (-5,0%) as maiores quedas.
Melhora nos reservatórios
O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) apresentou na última quarta-feira (16/07), na reunião ordinária do Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE), os resultados das projeções para o atendimento energético até o final de dezembro de 2025.
O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) apresentou estudo prospectivo para atendimento da demanda máxima do sistema no horizonte julho a dezembro de 2025, indicando que houve relevante melhora do cenário de atendimento com a entrada de frentes frias e recuperação do armazenamento das usinas hidrelétricas da região Sul.
O Comitê deliberou, ainda, que a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) deverá adotar medidas para viabilizar eventual necessidade de despacho das usinas térmicas Luiz Oscar Rodrigues de Melo e Porto do Sergipe I com flexibilidade operativa para atendimento à ponta do sistema.
Conforme o Ministério de Minas e Energia (MME), a medida deve garantir mais segurança eletroenergética e minimizar o custo total de operação do SIN, além de possibilitar regulações em prol da maximização do uso dos ativos já instalados, em especial, de usinas termelétricas que operam a Gás Natural Liquefeito (GNL) e que possuem, ordinariamente, regime que prevê o despacho com antecedência de 60 dias.
Ficou deliberado, ainda, que o ONS, de forma articulada com a Empresa de Pesquisa Energética (EPE), a CCEE e a Aneel, apresente, até a reunião de setembro de 2025, a avaliação e proposta, incluindo aperfeiçoamentos regulatórios, para viabilizar coerência entre as bases de dados de geração utilizadas nos estudos elétricos e nos estudos energéticos.
Fonte: Portal Solar